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Calçada de Alpajares

Uma calçada medieval

No vale da ribeira do Mosteiro há um antigo caminho, lajeado e sinuoso, com cerca de 1 km de comprimento, a Calçada de Alpajares. Trata-se de um pequeno troço do que outrora foi uma estrada medieval muito mais extensa. Esta estrada em calçada, estende-se ao longo de uma encosta íngreme do vale da ribeira do Mosteiro, um afluente do Rio Douro, no Parque Natural do Douro Internacional. Integra parte de um percurso circular, de extensão média, extraordinariamente rico em património natural, paisagístico e histórico.

Presença humana primordial

Numa antiga paisagem de relevo agreste, sulcada pelo vale profundo da ribeira, surgem vestígios de uma presença humana mais primordial. A Fraga do Gato ilustra pinturas rupestres datadas do final do Paleolítico Superior; o Castro de São Paulo, da Idade do Bronze, encima o monte do mesmo nome, onde também já se encontraram vestígios de ocupação romana. Neste ponto mais elevado do percurso ainda se encontram antigos pombais e sepulturas medievais escavadas na rocha. Aqui também se situa o último troço existente da Calçada de Alpajares.

Almond-trees blooming
Egyptian Vulture

Um incrível património natural

Os aspectos da geologia são realçados pelos afloramentos de quartzito que rompem as encostas de xisto e se erguem acima do solo, assumindo formas estranhas e interessantes, tais como dobras e paredes naturais como a “Abalona”. Estas formações rochosas permitem a presença de uma diversidade interessante de aves típicas destes ambientes, tais como a Águia-real (Aquila chrysaetos), o Grifo (Gyps fulvus), o Abutre-do-Egipto (Neophron percnopterus), a Cegonha-preta (Ciconia nigra), o Chasco-preto (Oenanthe leucura), o Melro-azul (Monticola solitarius) e o Andorinhão-real (Apus melba). No fundo do vale, nas águas da ribeira, podemos encontrar o Cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e a Rã-verde (Pelophylax perezi). Este é também um dos melhores locais para encontrar a Borboleta-do-Lódão (Libythea celtis), uma borboleta particular de distribuição mediterrânica.

As características botânicas do vale reúnem um interessante conjunto de plantas, algumas delas endémicas desta região da Península Ibérica. Plantas como o Anarrhinum duriminium, a Linaria saxatilis, o Erysimum linifolium, o Ornithogalum concinnum e a Linaria aeruginea. Algumas plantas mediterrâneas são também comuns no vale, como o Zimbro (Juniperus oxycedrus) e o Lódão (Celtis australis).

 

Duração: 4 a 5 horas

Extensão: 7,6 km

Tipologia: circular

Diferenças de altitudes: 233m (151m para 384m)
Subida acumulada: 286m
Descida acumulada: 286m

 

Época recomendada: Primavera, Outono e Inverno.

 

RECOMENDAÇÕES E CONSELHOS PRÁTICOS

Para esta actividade é necessário calçado confortável (de preferência botas de montanha ou desportivo), calças, corta-vento e restante vestuário adaptado à estação do ano e às previsões meteorológicas. Chapéu para a cabeça e protector solar. Levar água (pelo menos 1,5L) e lanche individual constituído, entre outros, por sandes, fruta ou barras energéticas, frutos secos.

O programa previsto pode sofrer algumas alterações caso as condições meteorológicas se apresentem demasiado adversas.

 

 

Preço por pessoa: 20,00 €

 

O preço indicado aplica-se a um grupo mínimo de 6 participantes e inclui o acompanhamento por guia, seguros.

A reserva de lugar só é garantida mediante o pagamento de 50% do valor da inscrição.

Até 15 participantes. Para grupos entre 7 e 15 participantes oferecemos condições especiais. Por favor contacte-nos.

Oferta de desconto igual ao IVA para clientes particulares.
Acresce o IVA aos preços indicados, para empresas e outras entidades.

 

 

Através dos contactos disponibilizados, indicando o seu nome e contacto de telemóvel/email.

A reserva de lugar só é garantida mediante o pagamento de 50% do valor da inscrição.

Formulário de contacto

email: info@wildlifeportugal.pt

Telemóvel: +351 918 068 872